It’s coming home….it’s coming home, it’s coming…
Hugo Pinheiro is coming home.

O Championship Manager 2001/02 deu origem a diversas lendas, em Portugal foram dois os nomes que ficaram nas “bocas” de todo mundo, Hugo Pinheiro e Tó Madeira.
Tó Madeira, sobejamente conhecido por ter sido uma das maiores “falhas” da base de dados do jogo, foi uma auto-criação de um antigo elemento da equipa de pesquisa, que tornar-se-ia numa excelente máquina de propaganda devido à enorme divulgação e mediatismo que causou, tendo como consequência o crescimento exponencial da já enorme legião de fãs nacionais do CM.
O outro nome alavancado, Hugo Pinheiro, era um jovem guardião, na altura com 20 anos, que actuava no modesto Marinhense.
Agora com 37 anos, regressou ao “seu” Marinhense, onde se reencontrou com outra das lendas dessa mesma edição, Pedro Emanuel.
Mas como surgiu a lenda de Hugo Pinheiro?
De acordo com a entrevista ao “número 10” e posteriormente reproduzido no site futeboldistritaldeleiria, nem o próprio jogador sabe se teria sido um erro, ou um researcher que lhe imaginara um futuro para “voos” superiores.
Contactado esse researcher, um jornalista da Marinha Grande, de seu nome Mário Rui Nicolau e que colaborou apenas dois anos com a pesquisa Portuguesa, afirma que o elevado potencial foi consequência de instruções pouco claras:
Existiam dois dados novos que tinham números negativos. Um deles correspondia à margem de progresso. No Hugo Pinheiro coloquei -1, pensando que não estava a dar muito potencial, contundo era a avaliação máxima da escala.
Já sobre o Pedro Emanuel afirmou não ter sido erro, por considerar que teria um futuro risonho.
Apesar da fama virtual, Hugo Pinheiro afirma que tal nunca serviu a nível de carreira, visto que nunca foi contactado por equipas de topo, mas que teve episódios engraçados devido a essa mesma fama.
Ia jogar fora e as pessoas abordavam-me por causa do jogo. Adversários e o público também.
Quando tinha colegas novos, no primeiro dia de treinos também perguntavam logo se eu era o Hugo Pinheiro do CM. Era bom para “quebrar o gelo” e ajudar na adaptação

Durante a sua primeira fase da carreira, para além da estadia no Marinhense que se estendeu por quatro temporadas, Hugo teve passagens por Portomosense, Rio Maior e Fátima, onde foi orientado pelo actual treinador do Sport Lisboa e Benfica, Rui Vitória, e conseguiu a subida à Liga de Honra, mas aos 30 anos decidiu pendurar as chuteiras.
A nível económico, o futebol não garantia estabilidade futura e um novo desafio apareceu na sua vida, desta vez de foro familiar, com o nascimento de um filho. A decisão de abandonar foi em frente, mas o afastamento não foi total. Hugo continuou ligado ao futebol, desta vez como treinador de camadas jovens.
Após um interregno de 6 temporadas, de 2011 a 2017, o regresso aos relvados aconteceu ao serviço do recém-promovido à divisão de honra, da AF de Leiria, Os Vidreiros, mas a razão do seu regresso foi nobre:
Quis fazer uma homenagem ao meu avô. Já não consegui fazer com ele vivo, então tive de fazer depois de ele falecer. Ele era adepto d’Os Vidreiros e foi por isso que regressei. Como o meu filho já está mais crescido, já tenho mais disponibilidade para poder jogar
retirado da entrevista ao site Bancada
Apesar de não ter a disponibilidade física de outrora e a sua equipa ter terminado na última posição com consequente despromoção, a sua ligação ao futebol continuará pelo menos por mais uma temporada, regressando ao clube onde se tornou uma lenda virtual, o Atlético Clube Marinhense.


