It’s coming home… Hugo Pinheiro is coming home.

O Championship Manager 01/02 deu origem a várias lendas. Em Portugal, houve dois nomes que ficaram na boca de toda a gente: Hugo Pinheiro e Tó Madeira.
O Tó Madeira é sobejamente conhecido como uma das maiores «falhas» da base de dados do jogo: uma criação de um antigo elemento da equipa de pesquisa, que acabou por se tornar uma máquina de propaganda e ajudou a fazer crescer ainda mais a enorme legião de fãs portugueses do CM.
O outro, Hugo Pinheiro, era um jovem guarda-redes de 20 anos que jogava no modesto Marinhense.
Em 2018, aos 37 anos, voltou ao «seu» Marinhense, onde reencontrou outra lenda dessa edição, Pedro Emanuel.
Como nasceu a lenda
Segundo uma entrevista ao Número 10, reproduzida pelo site Futebol Distrital de Leiria, nem o próprio sabia se tinha sido um erro ou um investigador a imaginar-lhe um futuro de voos mais altos.
O investigador em causa, Mário Rui Nicolau, jornalista da Marinha Grande que colaborou apenas dois anos com a pesquisa portuguesa, explicou que o potencial altíssimo foi culpa de instruções pouco claras:
«Havia dois dados novos com números negativos. Um deles correspondia à margem de progressão. No Hugo Pinheiro pus -1, a pensar que não lhe estava a dar muito potencial, mas afinal era a avaliação máxima da escala.»
Já no caso de Pedro Emanuel, garantiu que não foi erro: achava mesmo que tinha um futuro risonho.
A fama que não pagou contas
Apesar da fama virtual, Hugo Pinheiro diz que isso nunca o ajudou na carreira. Nunca foi contactado por um clube grande. Mas deu para umas histórias engraçadas:
«Ia jogar fora e as pessoas abordavam-me por causa do jogo. Adversários e público. Quando tinha colegas novos, no primeiro dia de treino perguntavam logo se eu era o Hugo Pinheiro do CM. Era bom para quebrar o gelo e ajudava na adaptação.»

Na primeira fase da carreira, além de quatro épocas no Marinhense, passou pelo Portomosense, Rio Maior e Fátima, onde foi treinado por Rui Vitória e subiu à Liga de Honra. Aos 30 anos decidiu pendurar as luvas.
O futebol não garantia estabilidade e, com o nascimento de um filho, a vida pedia outras prioridades. Mas não se afastou por completo: continuou ligado ao futebol como treinador de camadas jovens.
O regresso por uma boa causa
Depois de seis épocas parado, entre 2011 e 2017, voltou aos relvados pelos Vidreiros, então acabados de subir à divisão de honra da AF Leiria. E o motivo foi nobre:
«Quis fazer uma homenagem ao meu avô. Já não consegui fazê-la com ele vivo, por isso tive de a fazer depois de ele falecer. Ele era adepto d’Os Vidreiros e foi por isso que voltei. Como o meu filho já está mais crescido, tenho mais disponibilidade para jogar», contou ao Bancada.
A forma física já não é a de outros tempos e a equipa acabou em último, com a consequente descida. Mas a ligação ao futebol continuou por pelo menos mais uma época, e logo no clube onde se tornou lenda virtual, o Atlético Clube Marinhense.

Quantos títulos ganhaste com o Hugo Pinheiro na baliza?




