Esta é talvez a história que todos os viciados em FM contam aos amigos quando os acusam de estarem a perder tempo.
Um currículo feito no FM
A 21 de novembro de 2012, o FC Baku, do Azerbaijão, confirmou Vugar Huseynzade como novo treinador da equipa de reservas. Tinha 21 anos, era recém-licenciado e nunca tinha treinado uma equipa a sério. A principal experiência que tinha era outra: dez anos a jogar Football Manager.

O Vugar não caiu ali de paraquedas. Trabalhava no clube desde fevereiro desse ano, como conselheiro. Mas a imprensa da altura não resistiu ao pormenor: um miúdo que aprendeu futebol no FM tinha ficado à frente de antigos jogadores profissionais. Nas notícias até aparecia o nome de Jean-Pierre Papin entre os outros candidatos.
Porque é que isto ainda nos fascina
Porque é o sonho em versão real. Quem joga FM há anos sabe muito de mercado, de jovens jogadores e de gerir um balneário (pelo menos no ecrã). A pergunta sempre foi se isso servia para alguma coisa cá fora. No caso do Vugar, serviu para abrir uma porta.
Claro que não chega. Treinar a sério tem pressão, pessoas e imprevistos que nenhum jogo consegue imitar. Mas a história do Vugar deu esperança a uma geração inteira que passava as noites a ler relatórios de olheiros.
Fontes: Global Voices (30/11/2012) · The Next Web (23/11/2012) · These Football Times (entrevista, 2016)




