Simulação de 1000 anos, parte II: dos 250 aos 500 anos

Nos primeiros 260 anos, o FC Porto destacou-se como a maior potência, cá dentro e sobretudo lá fora: 110 campeonatos, 13 Ligas dos Campeões, 10 Mundiais de Clubes, 97 Supertaças, 83 Taças de Portugal e 66 Taças da Liga. Seguia-se o Sporting, com 5 Champions, e em terceiro o Benfica, em queda livre e já a 19 títulos dos dragões, com apenas 3 Champions (e só uma em 260 anos).

Mas não eram os únicos grandes. O Vitória de Setúbal tinha 36 campeonatos e 2 Champions, e o Nacional da Madeira fechou o primeiro quarto da simulação em grande, com 7 campeonatos e 1 Liga dos Campeões.

Simulação de 1000 anos: Parte II - Registos
Simulação de 1000 anos: Parte II – Registos

Os matrafonas chegam ao título

Em 2279 manteve-se a tradição: nova festa nos Aliados, pelo 111.º título portista. Mas seria a única dessa década, dominada pelo Vitória de Setúbal (sete títulos), que terminou com um campeão inédito: o Torreense.

No jogo da consagração, curiosamente no estádio do ainda campeão FC Porto, a Arena José Maria Pedroto, os jogadores cumpriram a tradição de Torres Vedras: vestiram-se de mulher e golearam os anfitriões por 4-0.

No dia seguinte, as capas dos jornais não deixaram de celebrar o feito das matrafonas.

Simulação de 1000 anos: Parte II - Matrafonas
Simulação de 1000 anos: Parte II – Matrafonas

Até 2345, ano de novo título do Torreense (depois de 17 pódios!), deu-se também a primeira descida do Braga na simulação, em 2289.

Nesse período, só os quatro grandes foram campeões, mas a vantagem azul e branca sobre Sporting e Benfica já estava reduzida a quatro e cinco títulos, respetivamente.

O descalabro portista

O título de 2337 marcou o início de uma era nada feliz para os dragões. Uma série de classificações pouco dignas culminou na descida à Segunda Liga em 2400, com regresso imediato na época seguinte, depois de ganhar o segundo escalão com facilidade.

Nesse período, o FC Porto só fez dois pódios e perdeu por completo o comboio dos títulos.

Numa primeira fase, foi o Torreense quem ocupou o lugar dos dragões na luta pelos troféus, somando várias conquistas. O Vitória, o Odivelas e o Sporting de Espinho também iam incomodando os grandes de Lisboa, e os espinhenses chegaram mesmo a ser campeões três vezes, entre 2363 e 2382.

Ainda antes da descida do FC Porto, o Belenenses, que nunca tinha descido, caiu para a Segunda Liga em 2368 e para o Campeonato de Portugal em 2389.

Simulação de 1000 anos: Parte II - Pódios da primeira liga
Simulação de 1000 anos: Parte II – Pódios da primeira liga

Um campeonato a dois

Nem o regresso do FC Porto mudou o cenário. Os dragões continuaram longe do topo e, com a quebra de assistências, mudaram-se para um estádio mais pequeno: a Arena Fernando Gomes, de 82 mil lugares, substituiu a Arena José Maria Pedroto, de 118 mil, palco de tantas vitórias.

Entre 2383 e 2452, salvo raras exceções do Torreense e do Vitória (dois títulos cada), só deu Benfica e Sporting, com alguma vantagem para os encarnados, que voltaram a ser o clube com mais títulos do país. Alverca, Gafanha e sobretudo o Sporting de Espinho também iam aparecendo nos pódios, mas não passaram disso.

O país pintado de verde e branco

Sportinguistas, marquem já na agenda: a partir de 2453 é tudo vosso.

Foram 31 títulos seguidos, a esmagar o recorde anterior de 11, que era do Vitória de Setúbal. O antigo sonho dos descendentes de Bruno de Carvalho cumpriu-se: o verde passou a ser a única cor da bandeira nacional.

Teve de ser o FC Porto a interromper, por momentos, a hegemonia leonina, pondo fim a 147 anos sem ser campeão. Sol de pouca dura: os leões voltaram à carga, ganharam 32 dos 35 campeonatos seguintes e terminaram esta parte da simulação com 12 títulos seguidos. Celebraram com um estádio de 135 mil lugares, em 2515, o maior até então.

O Benfica, ainda nas mãos da família Vieira e a atravessar a maior seca da sua história (67 anos sem ser campeão), respondeu logo com o Parque de Jogos Cosme Damião, de 140 mil lugares, em 2517. O recorde de assistência foi batido precisamente no dérbi com o Sporting, ganho pelo Benfica por 2-1, em dezembro de 2517.

Simulação de 1000 anos: Parte II - Domínio do Sporting
Simulação de 1000 anos: Parte II – Domínio do Sporting

As taças

Nas taças, a história foi outra, com vencedores para todos os gostos. Odivelas, Gafanha, Sporting de Espinho, Alverca, Rio Ave, Belenenses, Torreense e Nacional foram dos que mais somaram, mas Bragança, Benavente, Arouca, Caldas e Académico de Viseu, entre outros, também lá chegaram.

As competições europeias

Nestes 250 anos houve muito menos equipas portuguesas em finais da Liga dos Campeões. Mas uma delas destacou-se tanto que acabou esta parte da simulação como a maior potência europeia.

Só os três grandes chegaram à final. Benfica (duas) e FC Porto (uma) perderam as que disputaram, enquanto o Sporting juntou mais 13 títulos aos 5 que já tinha, incluindo duas finais no estádio do rival lisboeta e um dérbi na final de 2347, ganho nos penáltis.

Essa final repetiu-se, com o mesmo desfecho, na Liga Europa de 2382, também decidida nos penáltis.

Na Liga Europa, a presença portuguesa foi muito maior: perto de 80 finais com pelo menos uma equipa nacional, embora mais de 50 tenham acabado mal. Benfica, Sporting, FC Porto, Rio Ave, Vitória de Setúbal, Gafanha e Torreense ganharam o troféu pelo menos uma vez. Nacional, Espinho e Odivelas chegaram a várias finais, mas nunca o trouxeram para casa.

Destaque para as três finais entre Torreense e Vitória de Setúbal, sempre com os sadinos a perder.

Simulação de 1000 anos; Parte II - Títulos Europeus do Torreense
Simulação de 1000 anos: Parte II: Títulos Europeus do Torreense

A seleção nacional

A seleção manteve o nível: passou de 2 para 4 Mundiais, de 10 para 21 Ligas das Nações, de 5 para 7 Jogos Olímpicos e juntou 3 Europeus aos 8 que já tinha. Taças das Confederações, continuou só com uma.

Nas surpresas, destaque para a Escócia, com 3 Europeus e 3 Mundiais, os 8 Mundiais do México, o bicampeonato mundial da Arábia Saudita (2302 e 2306), o primeiro Mundial africano, dos Camarões, em 2458, e a recente coroação dos Estados Unidos, em 2518.

O top 12

Uma menção honrosa ao Odivelas, que subiu ao primeiro escalão e já tem duas finais da Liga Europa perdidas. E agora, as 12 melhores equipas portuguesas até aqui:

12. Gafanha: uma Liga Europa em quatro finais e uma Supertaça Europeia perdida. Continua em força na Primeira Liga.

Simulação de 1000 anos: Parte II - Gafanha

11. Sporting de Espinho: quatro finais da Liga Europa, todas perdidas. Desceu à Segunda Liga depois de uma era dourada.

Simulação de 1000 anos: Parte II - Sporting Espinho

10. Vitória de Guimarães: duas vitórias em seis finais da Liga Europa e uma Supertaça Europeia em duas. Acabou de voltar à Primeira Liga, depois de um período negro.

Simulação de 1000 anos: Parte II - Vitória SC

9. Rio Ave: uma Liga Europa em quatro finais e uma Supertaça Europeia perdida. Afundado no Campeonato de Portugal.

Simulação de 1000 anos: Parte II - Rio Ave

8. Belenenses: três Ligas Europa em nove finais, mas perdeu todas as Supertaças Europeias. Anda entre a Segunda Liga e o Campeonato de Portugal.

Simulação de 1000 anos: Parte II - Belenenses

7. Sporting de Braga: só uma Liga Europa em sete finais. Depois de um início prometedor, caiu a pique pelas divisões inferiores.

Simulação de 1000 anos: Parte II - Sporting Braga

6. Torreense: sete Ligas Europa em 13 finais. Só não está mais acima porque nunca ganhou a Champions. Cá dentro seria facilmente o 5.º.

Simulação de 1000 anos: Parte II - Torreense

5. Nacional da Madeira: uma Champions em cinco finais e cinco Ligas Europa em 13. Aproveitou cerca de duas décadas para encher o museu.

Simulação de 1000 anos: Parte II - Nacional da Madeira

4. Vitória de Setúbal: a primeira equipa com números de grande: 8 finais da Champions, 25 da Liga Europa e 54 campeonatos.

Simulação de 1000 anos: Parte II - Vitória Setubal

3. FC Porto: lá fora ainda é, de longe, o segundo melhor português, mas perdeu o comboio dos títulos internos. Soma 20 finais da Champions e 23 da Liga Europa.

Simulação de 1000 anos: Parte II - FC Porto

2. Benfica: aproveitou a má fase do FC Porto para se afastar em títulos, mas lá fora deixa muito a desejar, com 17 finais da Champions e 37 da Liga Europa. Béla Guttmann continua bem presente.

Simulação de 1000 anos: Parte II - SL Benfica

1. Sporting: sem discussão a melhor equipa portuguesa, e já ultrapassou o FC Porto a nível internacional. Está no melhor período da simulação e tende a fugir, com 36 finais da Champions e 23 da Liga Europa.

Simulação de 1000 anos: Parte II - Sporting CP

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