Já sabes como é: por muito que gostemos de gerir os grandes da Europa, há um tipo de desafio que nos vicia muito mais. Pegar num clube que já foi grande, que tem taças na vitrine cheias de pó, e devolver-lhe a glória perdida. Juntámos aqui 20 ideias de “sleeping giants” (gigantes adormecidos) para experimentares assim que o FM27 chegar, espalhados por vários continentes, inspirados em fontes que a comunidade costuma consultar: threads de Reddit, fóruns dedicados ao FM e sites especializados em ideias de saves.
Uma coisa importante antes de começarmos: fizemos questão de deixar de fora clubes com donos milionários dispostos a abrir os cordões à bolsa. Onde há investidores, como no Sheffield Wednesday, o orçamento continua limitado por restrições financeiras. A ideia aqui é mesmo sofrer um bocadinho antes de conquistar tudo outra vez. Revimos a lista em outubro de 2026, tendo em conta a situação mais recente de cada clube: a época 2025/26 nas ligas europeias e a temporada de 2025 ou 2026 nos países com calendário anual. A base de dados do FM27 poderá apresentar diferenças.
- 20 clubes históricos em dificuldades, de 15 países, para começar um save no FM27.
- Ordenados do mais acessível (2) ao mais brutal (20). O Torreense fica sempre em 1.º.
- Sem clubes com donos milionários. Situação de cada clube revista em outubro de 2026.
Como ordenámos os 20
Desta vez organizámos a lista por nível de dificuldade, do desafio mais “acessível” (posição 2) até ao mais brutal de todos (posição 20), pensando sempre no caminho que terias de percorrer até voltares a erguer troféus. A única exceção é a posição 1: o Torreense fica sempre à frente de todos os outros, e não é por acaso. É um clube português, é a nossa casa, e a história real que está a viver agora mesmo (2026) merecia destaque próprio, independentemente do nível de dificuldade. Tem em conta que a dificuldade não depende só do número de subidas necessárias: contam também os recursos, a força dos adversários e o objetivo que defines para o save.
A lista
A mostrar os 20.
Ver os 20 da lista
- 1
TorreensePortugal · 1 subida - 2
RosenborgNoruega · 1.ª divisão - 3
NacionalUruguai · 1.ª divisão - 4
IFK GöteborgSuécia · 1.ª divisão - 5
IndependienteArgentina · 1.ª divisão - 6
Tokyo VerdyJapão · 1.ª divisão - 7
OFK BeogradSérvia · 1.ª divisão - 8
HonvédHungria · 1.ª divisão - 9
Vasco da GamaBrasil · 1.ª divisão - 10
KaiserslauternAlemanha · 1 subida - 11
NürnbergAlemanha · 1 subida - 12
Dynamo DresdenAlemanha · 1 subida - 13
SampdoriaItália · 1 subida - 14
Ruch ChorzówPolónia · 1 subida - 15
CobreloaChile · 1 subida - 16
IsmailyEgito · 1 subida - 17
Sheffield Wed.Inglaterra · 2 subidas - 18
Pro VercelliItália · 2 subidas - 19
GuaraniBrasil · 2 subidas - 20
BelenensesPortugal · 2 subidas

SC União Torreense
- Começa em
- Liga 2 + Liga Europa
- Até ao topo
- 1 subida
- Maior feito
- Taça de Portugal 2025/26
- A seca
- Última época na 1.ª divisão: 1991/92
Tinha mesmo de ser este a abrir a lista, e já vais perceber porquê. Em maio de 2026, o Torreense tornou-se o primeiro clube de fora do escalão principal a vencer a Taça de Portugal, ao bater o Sporting por 2-1 no Jamor, depois de prolongamento, com o golo decisivo a sair de um penálti do capitão Stopira. Com a Taça veio o primeiro apuramento europeu da história do clube. Dias depois, o cansaço pesou no playoff de acesso à Primeira Liga: empate a zero em casa e derrota por 2-0 frente ao Casa Pia, que manteve o lugar. Resultado: o Torreense arranca a nova época na Segunda Liga e na Liga Europa ao mesmo tempo, algo raríssimo no futebol português (um precedente é o do Leixões, que em 2003 foi à Taça UEFA vindo do terceiro escalão, depois de perder a final da Taça).
Não é um “gigante” no sentido tradicional, já que passou poucas épocas na primeira divisão, a última em 1991/92, mas em 2026 passou a ser um dos nomes mais falados do futebol português. Consegues fazer melhor que a realidade e subir de divisão enquanto disputas a Europa? E o projeto não fica por aqui: o clube anunciou a construção de um novo estádio para substituir o histórico Manuel Marques, com a bancada nascente a marcar a primeira fase da obra. É o desafio mais especial da lista, e não vai haver discussão sobre isso.

Rosenborg BK
- Começa em
- Eliteserien (1.ª)
- Até ao topo
- Já está na 1.ª divisão
- Maior feito
- 26 campeonatos noruegueses
- A seca
- Último troféu: 2018
Começamos os desafios “propriamente ditos” por aquele que consideramos o mais acessível: o Rosenborg está no escalão principal norueguês, o Eliteserien, e tem estrutura de clube grande. São 26 títulos noruegueses, incluindo 16 em 19 épocas entre 1988 e 2006, 13 deles seguidos (1992 a 2004), uma das maiores séries de domínio da história do futebol europeu. Sob o comando de Nils Arne Eggen chegou aos quartos de final da Liga dos Campeões em 1996/97, depois de ir ganhar a San Siro ao AC Milan, e por lá passaram nomes como Roar Strand, Harald Brattbakk e um jovem John Carew.
O último troféu chegou em 2018 e, desde então, o clube tem estado longe de conquistar o título, com a época de 2026 a passar inclusive por uma fase na zona de despromoção. A base continua lá: adeptos fiéis, um estádio à altura e uma história recente demasiado boa para ser esquecida. Um ótimo ponto de entrada para quem quer experimentar este tipo de desafio sem começar do zero.

Club Nacional de Football
- Começa em
- 1.ª divisão uruguaia
- Até ao topo
- Já está na 1.ª divisão
- Maior feito
- 3 Taças Libertadores
- A seca
- Última Libertadores: 1988
Cinquenta títulos uruguaios, três Taças Libertadores (1971, 1980 e 1988) e três Taças Intercontinentais fazem do Nacional um dos clubes mais vitoriosos da América do Sul. Por lá passaram Álvaro Recoba e Luis Suárez, que se formou no clube, estreou-se na equipa principal antes de rumar à Europa e regressou em 2022. Em casa, o Nacional continua a ganhar: foi campeão uruguaio em 2025, ao bater o Peñarol na final.
O problema está fora de portas. A última Libertadores foi há quase 40 anos e o torneio é cada vez mais dominado pelo poder financeiro dos clubes brasileiros e argentinos. Um desafio mais continental do que doméstico: o objetivo não é ganhar no Uruguai, é voltar a ser respeitado em toda a América do Sul.

IFK Göteborg
- Começa em
- Allsvenskan (1.ª)
- Até ao topo
- Já está na 1.ª divisão
- Maior feito
- 2 Taças UEFA (1982, 1987)
- A seca
- Último campeonato: 2007
Duas vezes vencedor da Taça UEFA (1982 e 1987), um dos poucos clubes escandinavos com um título europeu a sério, o IFK Göteborg tem 18 campeonatos suecos na vitrine. Por lá passaram nomes como Glenn Hysén, mais tarde capitão da seleção sueca, e o histórico guarda-redes Thomas Ravelli. Está no escalão principal (Allsvenskan), mas não é campeão desde 2007 e terminou 2023 e 2024 em 13.º lugar, perigosamente perto da despromoção: em 2024 só escapou ao playoff por ter marcado mais golos do que o Värnamo, com os mesmos pontos e a mesma diferença de golos.
Em 2025 deu sinais de vida com um quarto lugar, o que torna este o momento ideal para pegar no clube. Combina uma história europeia genuína com uma liga doméstica imprevisível, onde qualquer equipa pode surpreender de ano para ano.

Club Atlético Independiente
- Começa em
- 1.ª divisão argentina
- Até ao topo
- Já está na 1.ª divisão
- Maior feito
- 7 Taças Libertadores
- A seca
- Último campeonato: 2002
Sete Taças Libertadores, mais do que qualquer outro clube, valeram-lhe a alcunha de “Rey de Copas”. Ricardo Bochini e Daniel Bertoni são dois dos nomes lendários associados à sua história, e foi nas camadas jovens do Independiente que Sergio Agüero deu os primeiros passos antes de se tornar uma estrela mundial. Em 2013 sofreu a primeira despromoção da sua história, algo impensável para um clube deste calibre, e apesar de ter regressado logo no ano seguinte e de ainda ter ganho a Taça Sul-Americana em 2017, nunca mais voltou ao nível de outros tempos, sempre com problemas financeiros pelo meio.
Não é campeão argentino desde 2002 e o campeonato é brutalmente competitivo, com Boca Juniors, River Plate e o eterno rival Racing sempre por perto. Um projeto mais difícil do que a divisão em que joga possa sugerir à primeira vista.

Tokyo Verdy
- Começa em
- J1 League (1.ª)
- Até ao topo
- Já está na 1.ª divisão
- Maior feito
- 2 J.League (1993, 1994)
- A seca
- 15 épocas seguidas na J2
Bicampeão da J.League nos dois primeiros anos da competição profissional japonesa (1993 e 1994, então como Verdy Kawasaki), o clube teve como grande estrela Kazuyoshi Miura, o “King Kazu”, uma lenda absoluta do futebol japonês que continuou a jogar profissionalmente depois dos 55 anos. Depois disso veio a queda: problemas financeiros e 15 épocas seguidas na J2, entre 2009 e 2023.
O regresso à J1 deu-se em 2024, via playoff, e o clube surpreendeu logo com um sexto lugar, mas continua a ser dos orçamentos mais modestos da liga e em 2025 andou pela metade de baixo da tabela. Já não precisas de subir de divisão: o desafio agora é transformar um sobrevivente da J1 num candidato ao título, contra rivais com muito mais dinheiro.

OFK Beograd
- Começa em
- Super Liga (1.ª)
- Até ao topo
- Já está na 1.ª divisão
- Maior feito
- 5 títulos jugoslavos (como BSK)
- A seca
- Último troféu: 1966
Considerado o sucessor do lendário BSK, cinco vezes campeão jugoslavo entre 1931 e 1939, o OFK Beograd é um dos clubes historicamente mais respeitados da Sérvia, apesar de viver à sombra dos gigantes da capital, Estrela Vermelha e Partizan. Depois de descer em 2016 e de passar vários anos nos escalões inferiores, regressou à Super Liga em 2024 e tem-se mantido por lá, com um sexto lugar na fase regular de 2025/26.
O último grande troféu foi a Taça da Jugoslávia, em 1966. É um clube conhecido por revelar talento jovem que depois é vendido a equipas maiores, o que dificulta manter uma equipa competitiva, mas dá-te uma base interessante para trabalhar. Aqui o desafio é mais sobre restaurar a identidade e a competitividade do que propriamente sobre subir divisões.

Kispest-Honvéd
- Começa em
- NB I (acabado de subir)
- Até ao topo
- Já está na 1.ª divisão
- Maior feito
- 14 campeonatos húngaros
- A seca
- Último campeonato: 2017
Este é provavelmente o clube com a história mais lendária de toda a lista. O Honvéd foi a base da seleção húngara dos anos 50, os famosos “Mighty Magyars”, e teve nas suas fileiras Ferenc Puskás, um dos maiores jogadores da história, ao lado de nomes como Sándor Kocsis e Zoltán Czibor. Catorze títulos húngaros fazem dele um dos clubes mais decorados do país, mas o último foi em 2017.
Em 2023 desceu à segunda divisão e passou três épocas no NB II, até garantir o regresso ao NB I com o segundo lugar em 2025/26. Chegas, portanto, a um clube acabado de subir, com o objetivo imediato de se manter e um plantel que precisa de ser reconstruído para voltar a lutar pelo título. Um projeto ideal para quem quer sentir o peso da história.

Vasco da Gama
- Começa em
- Série A
- Até ao topo
- Já está na 1.ª divisão
- Maior feito
- Libertadores 1998
- A seca
- 4 descidas à Série B
Um dos clubes mais tradicionais e amados do Brasil, com quatro títulos brasileiros e a Taça Libertadores de 1998 na vitrine. Por São Januário passaram alguns dos maiores avançados que o Brasil já produziu: Romário, Edmundo e Bebeto vestiram a camisola cruzmaltina em diferentes épocas douradas do clube. O problema é que a gestão financeira tem sido um autêntico pesadelo, com dívidas gigantescas e quatro descidas à Série B (em 2008, 2013, 2015 e 2020).
Continua na Série A, mas em 2026 voltou a passar boa parte do campeonato na zona de despromoção, e o Brasileirão é dos campeonatos mais exigentes do mundo. Competir lá em cima sem dinheiro para gastar é muito difícil. Uma das massas adeptas mais apaixonadas do Brasil, à espera de alguém que ponha a casa em ordem de vez.

1. FC Kaiserslautern
- Começa em
- 2. Bundesliga
- Até ao topo
- 1 subida
- Maior feito
- 4 campeonatos alemães
- A seca
- Fora da Bundesliga desde 2012
Tetracampeão alemão e a única equipa a vencer a Bundesliga logo na época seguinte à subida (1997/98), um feito que dificilmente se vai repetir. Tem uma ligação profunda à seleção alemã campeã do mundo em 1954: o capitão dessa equipa, Fritz Walter, era o ídolo do clube (o estádio tem o nome dele), e décadas mais tarde Miroslav Klose, o maior goleador da história dos Mundiais, também vestiu de vermelho.
Está fora da Bundesliga desde 2012, chegou a disputar a 3. Liga durante quatro épocas e terminou 2025/26 em sexto na 2. Bundesliga. Precisa de uma subida para voltar ao topo do futebol alemão. Um clássico “gigante a dormir” à espera de um treinador que lhe devolva a mística do Betzenberg, um dos ambientes mais intimidantes da Alemanha.
Lê tambémOs 20 potenciais wonderkids portugueses do FM 2027

1. FC Nürnberg
- Começa em
- 2. Bundesliga
- Até ao topo
- 1 subida
- Maior feito
- 9 campeonatos alemães
- A seca
- No 2.º escalão desde 2019
Durante décadas foi o recordista absoluto de títulos alemães, com nove conquistas, até o Bayern de Munique o ultrapassar em 1987. Max Morlock, campeão do mundo em 1954, é a figura mais associada à história do clube, que também guarda um recorde bem menos agradável: em 1969 desceu de divisão no ano a seguir a ser campeão. Alternou entre a Bundesliga e a 2. Bundesliga durante décadas, sem conseguir estabilizar lá em cima, e está no segundo escalão desde 2019 (terminou 2025/26 em 8.º). Um autêntico “clube ioiô”, com uma massa adepta enorme e fiel, à espera de um treinador com paciência suficiente para lhe devolver a estabilidade perdida.

SG Dynamo Dresden
- Começa em
- 2. Bundesliga
- Até ao topo
- 1 subida
- Maior feito
- 8 campeonatos da RDA
- A seca
- Fora da Bundesliga desde 1995
Oito vezes campeão da antiga RDA e sete vezes vencedor da Taça da Alemanha Oriental, o Dynamo Dresden foi um dos grandes do futebol do leste e chegou às meias-finais da Taça UEFA em 1988/89. Matthias Sammer e Ulf Kirsten saíram de lá para brilhar na Alemanha unificada. Depois da reunificação, aguentou quatro épocas na Bundesliga, até descer em 1995. Seguiram-se anos de dívidas e despromoções, que o levaram aos escalões inferiores. Voltou à 2. Bundesliga em 2025 e terminou 2025/26 em 11.º. Mais de 30 anos fora da Bundesliga e uma massa adepta numerosa, conhecida pelo apoio ao clube: falta só o treinador certo.

UC Sampdoria
- Começa em
- Serie B
- Até ao topo
- 1 subida
- Maior feito
- Serie A 1990/91
- A seca
- Na Serie B desde 2023
Campeã italiana em 1990/91 e finalista da Taça dos Campeões Europeus em 1992, a Sampdoria teve na dupla Gianluca Vialli e Roberto Mancini, sob o comando de Vujadin Boškov, uma das parcerias de ataque mais lembradas do futebol italiano. O clube esteve à beira da falência em 2023, ano em que desceu à Serie B, e em 2025 terminou em zona de descida direta para a Serie C. Só se manteve na Serie B porque o Brescia foi penalizado, o que a levou ao play-out com a Salernitana, que a Samp venceu.
Em 2025/26 voltou a passar boa parte da época a olhar para baixo, mas garantiu a permanência antes da última jornada e acabou em 13.º lugar. Precisa de subir de divisão e, ao mesmo tempo, reconstruir a saúde financeira do clube, um duplo desafio que testa qualquer treinador.

Ruch Chorzów
- Começa em
- I Liga (2.ª)
- Até ao topo
- 1 subida
- Maior feito
- 14 campeonatos polacos
- A seca
- Último campeonato: 1989
Catorze vezes campeão polaco, durante muitos anos o recordista do país, e presença nos quartos de final da Taça dos Campeões em 1974/75, um resultado notável para a época. É um dos nomes mais respeitados do futebol polaco, com uma ligação forte à região industrial da Silésia. O último título foi em 1989 e o último troféu, a Taça da Polónia, em 1996. A crise financeira arrastou-o pelas ligas inferiores; o clube voltou à Ekstraklasa em 2023, mas desceu logo no ano seguinte e nas duas últimas épocas da I Liga não conseguiu regressar (terminou 2025/26 em 7.º).
Precisa de voltar à Ekstraklasa antes de sequer pensar em títulos. Um projeto de reconstrução clássico, com uma base histórica sólida e um caminho longo pela frente.

Cobreloa
- Começa em
- Primera B (2.ª)
- Até ao topo
- 1 subida
- Maior feito
- 8 campeonatos chilenos
- A seca
- 2 finais da Libertadores perdidas
Fundado em 1977 em Calama, no meio do deserto do Atacama e a mais de dois mil metros de altitude, o Cobreloa teve uma ascensão meteórica: oito títulos chilenos e duas finais seguidas da Taça Libertadores, em 1981 e 1982, perdidas para o Flamengo de Zico e para o Peñarol. Jogar em Calama, com a altitude e o calor do deserto, era um pesadelo para qualquer visitante.
Desceu em 2015, passou oito anos na segunda divisão, regressou ao escalão principal em 2024 e voltou a cair logo nessa época, por diferença de golos. Em 2026 anda a lutar pela subida na Primera B. Um desafio diferente de todos os outros da lista, num clube que nasceu já grande e que está à espera de voltar a assustar a América do Sul.

Ismaily SC
- Começa em
- 2.ª divisão egípcia
- Até ao topo
- 1 subida
- Maior feito
- Liga dos Campeões Africana 1969
- A seca
- 1.ª descida desde 1958 (2026)
O primeiro clube egípcio a vencer a Liga dos Campeões Africana, em 1969, numa altura em que o futebol egípcio começava a afirmar-se como potência em África. Os “Dragões Amarelos” de Ismailia passaram mais de seis décadas seguidas no escalão principal, mas a crise financeira foi-se agravando, ao ponto de o clube ter pedido ajuda direta aos adeptos para pagar as contas. Em maio de 2026 chegou o golpe final: a primeira descida desde 1958. Precisa de sair da segunda divisão antes de pensar em voltar a competir a nível continental, num país onde o futebol é vivido com enorme paixão, mas onde a situação financeira dos clubes é complicada.

Sheffield Wednesday
- Começa em
- League One (3.ª)
- Até ao topo
- 2 subidas
- Maior feito
- 4 campeonatos ingleses
- A seca
- Fora da Premier League desde 2000
Quatro vezes campeão inglês, três vezes vencedor da Taça de Inglaterra e vencedor da Taça da Liga em 1991, o Sheffield Wednesday é um dos clubes históricos do futebol inglês. Jogadores como Chris Waddle e David Hirst fizeram parte da equipa que chegou às duas finais das taças em 1993. Está fora da Premier League desde 2000 e viveu em 2025/26 uma das piores épocas da sua história: entrou em administração no final de 2025, sofreu 18 pontos de penalização e desceu em último lugar do Championship.
Em maio de 2026 saiu da administração, depois de ser comprado por um consórcio liderado pelo empresário norte-americano David Storch, e a EFL impôs restrições ao orçamento durante as duas próximas épocas. Começa 2026/27 na League One (terceiro escalão) e precisa de subir duas divisões para voltar ao topo. Um verdadeiro gigante caído.

Pro Vercelli 1892
- Começa em
- Serie C (3.ª)
- Até ao topo
- 2 subidas
- Maior feito
- 7 campeonatos italianos
- A seca
- Fora da Serie A desde 1934/35
Sete vezes campeã de Itália entre 1908 e 1922, uma das equipas mais dominantes dos primórdios do futebol italiano, mas sem pisar a Serie A desde 1934/35. Mais de noventa anos de travessia no deserto, praticamente uma vida inteira. Atualmente na Serie C (terminou 2025/26 em 14.º no Grupo A), o caminho de volta obriga a subir duas divisões antes de sonhar com a elite italiana. Se procuras o desafio definitivo de “reconstruir desde os primórdios”, com uma história genuinamente antiga por trás, este é provavelmente o mais extremo da Europa nesta lista.

Guarani FC
- Começa em
- Série C (3.ª)
- Até ao topo
- 2 subidas
- Maior feito
- Brasileirão 1978
- A seca
- Na Série C desde 2025
Guarda um dos feitos mais extraordinários e menos falados do futebol brasileiro: em 1978 tornou-se o único clube de uma cidade do interior, sem ser capital nem cidade costeira, a vencer o Campeonato Brasileiro, com Careca, mais tarde estrela do Nápoles ao lado de Maradona, como uma das grandes figuras. Atualmente compete na Série C, a terceira divisão, onde está desde 2025; em 2026 falhou por um ponto a fase de acesso e vai fazer a terceira época seguida no escalão.
Precisa de subir duas divisões (Série C para B, e depois B para A) para voltar a sonhar com a elite, num país onde a concorrência é feroz e onde clubes tradicionais lutam ano após ano só para sobreviver financeiramente. Um dos casos mais puros de “gigante adormecido” que existem: campeão nacional genuíno, hoje na terceira divisão.

Os Belenenses
- Começa em
- Liga 3 (3.ª)
- Até ao topo
- 2 subidas
- Maior feito
- Campeão nacional 1945/46
- A seca
- Recomeçou nos distritais em 2018
Fechamos com o desafio mais difícil de todos, e, mais uma vez, em Portugal. Campeões nacionais em 1945/46, um dos dois únicos clubes fora dos “três grandes” a ganhar o campeonato (o outro é o Boavista, em 2000/01), com três títulos do antigo Campeonato de Portugal (1927, 1929 e 1933) e as Taças de Portugal de 1942 e 1989. Viveram um dos colapsos mais duros do futebol europeu: depois da rutura com a SAD em 2018, a SAD ficou com o lugar na I Liga e o clube teve de recomeçar do zero, no sexto escalão, nos distritais de Lisboa.
Mantiveram o Restelo e subiram escalão atrás de escalão até à Liga 3, onde em 2025/26 ficaram à porta da Liga 2, ao perder o playoff com o Farense. Precisam de subir duas divisões para voltarem à Primeira Liga, um caminho longo e cheio de obstáculos financeiros. Se procuras o desafio mais lento e mais emotivo da lista, com uma história genuinamente trágica por trás, este é o candidato número um. Boa sorte, vais precisar.
Achas que faltou aqui algum “gigante adormecido” que merecia estar na lista? Diz-nos nos comentários qual seria o teu desafio ideal para o FM27!




