A pedido de muitos, decidimos não esperar pelo fim da simulação para mostrar o que se passou no nosso save. Vamos dividi-la em quartos de milénio. Neste primeiro artigo entusiasmámo-nos e chegámos às 260 épocas.
Primeiro, uma má notícia para os fãs do caos: os três grandes nunca desceram e andaram sempre lá em cima, embora tenham perdido a hegemonia em algumas alturas. Calma, já lá vamos.
Surpreendentemente, houve mais duas equipas que nunca desceram: o Sporting de Braga e o Belenenses. Mas não foram elas as melhores logo a seguir aos grandes.

De volta a 2018
Tal como na realidade, o FC Porto ganhou o campeonato de 2018. Seguiram-se anos de alternância entre os três grandes, até que, entre 2026 e 2034, os Aliados receberam a festa do «eneacampeonato»: nove títulos seguidos, o novo recorde nacional.

O domínio portista continuou, intercalado com as águias. Mas, depois de 28 anos sem ganhar, o Sporting entrou de rompante: 15 títulos em 18 anos, com destaque para o decacampeonato entre 2060 e 2069, que bateu o recorde azul e branco. Ao mesmo tempo, o Vitória de Setúbal começava a mostrar ao que vinha.

Os descendentes de Bruno de Carvalho reclamaram, claro, o feito como obra do antepassado (apesar de ele ter saído em 2018).
O choco frito passa a prato nacional
Época 2070/71: acaba finalmente a hegemonia dos grandes. O Vitória de Setúbal, que já tinha trocado o velhinho Bonfim pela Arena Hélio Sousa, é campeão nacional pela primeira vez. A pesca no Sado parou por completo para celebrar o título do clube, entretanto comprado por um magnata croata.
Quem pensou que seria um caso isolado enganou-se. Seguiram-se quatro segundos lugares seguidos (sempre atrás do Sporting), dois anos fora do pódio e novo título. E o melhor ainda estava para vir.
Entre 2081 e 2100, o Vitória ganhou 18 campeonatos, 11 deles seguidos (novo recorde). O stock de choco frito esgotou, com tantas festas e distribuição gratuita pelos sócios e simpatizantes.

E não foram os únicos a esfregar as mãos. Os bisnetos de Luís Filipe Vieira, herdeiros do negócio da construção, sorriam com o investimento constante do magnata em obras no estádio e na academia. Acabou mesmo convencido a construir um estádio novo, o Parque de Jogos Vítor Baptista, muito provavelmente equipado com detetor de brincos.

Terminada a hegemonia sadina, o Benfica iniciou em 2111 o seu primeiro reinado, com 12 títulos em 14 anos, apenas incomodado pelo Vitória, que continuava a somar troféus.
Seguiram-se o regresso do domínio portista, o primeiro título do Braga em 2130 e uma surpresa em 2139: o Rio Ave campeão nacional. Depois, o Benfica fez oito títulos seguidos, entre 2141 e 2148, um dos últimos grandes momentos encarnados até ao fim desta simulação.

De 2150 em diante
O Sporting aproveitou a pior fase do FC Porto (2140-2173), que passou 33 anos sem ser campeão, para ganhar 16 títulos, tantos como o Benfica. O resto foi para o Vitória.
Até 2200, destaque só para o bicampeonato do Braga, em 2199 e 2200, a que se juntariam mais dois títulos até 2278.
Nesse período, o Benfica, já na Arena Cosme Damião de 110 mil lugares, ganhou apenas seis títulos, menos do que o Vitória (sete). A maioria foi dividida entre o Sporting, a jogar no modesto Parque de Jogos Fernando Peyroteu, e o FC Porto, que construiu a Arena José Maria Pedroto em 2252.
Mas quem se impôs foi o Nacional da Madeira. Com pódios desde 2247, foi campeão pela primeira vez em 2257 e, depois de um segundo lugar, somou cinco títulos seguidos.

As conquistas europeias demoraram, mas chegaram
Tal como na vida real, o Real Madrid ganhou a sua 13.ª Champions em 2018. Mas isso aqui pouco importa.
A primeira equipa portuguesa a erguer a taça foi o Sporting, em 2074, numa final contra o Manchester City em Amesterdão.
Em 2081, surpresa: o Vitória chegou à final, em Londres, mas perdeu com o Everton. Vingou-se em 2090, ao bater o Barcelona na final.
Entre 2105 e 2122 houve sete finais com portugueses: duas vitórias para o FC Porto, duas para o Sporting e uma para o Benfica, a única que conseguiu em toda a simulação.
Até 2170, um calvário: sete finais perdidas seguidas. Até que o Sporting voltou a ganhar a prova mais desejada, numa década em que venceu mais uma vez e esteve em outras três finais.

Nas décadas seguintes somaram-se finais perdidas pelo Sporting, Benfica, Vitória e até pelo surpreendente Nacional. Só em 2216 a «orelhuda» voltou a Portugal, pelas mãos do FC Porto, que se afirmou como um dos maiores nomes da Europa, com sete títulos em pouco mais de 20 anos.

Destaque ainda para a Champions do Nacional em 2257 (a que se seguiram três finais perdidas), para a do Vitória em 2268 e para mais dois títulos do FC Porto nas épocas finais da simulação.

As conquistas portuguesas lá fora foram muito além disto, com várias equipas campeãs, como vais ver no top no fim do artigo.
A seleção nacional
O fim da carreira de Cristiano Ronaldo não foi o fim dos troféus. Foi, isso sim, o início de uma série de conquistas, ainda que bem espaçadas no tempo.

Antes do top 10, uma menção honrosa para o Torreense, o Gondomar, o Odivelas e o Leixões, pelas muitas taças que ganharam ao longo da simulação.
O top 10
10. Cesarense: a maior surpresa desta lista.

9. Rio Ave: um campeonato e várias taças.

8. Vitória de Guimarães: perdido no Campeonato de Portugal (depois de já ter passado pelos distritais), mas conseguiu dar nome ao clube lá fora.

7. Belenenses: três Ligas Europa e outras taças.

6. Sporting de Braga: nem cinco campeonatos chegaram para entrar no top 5.

5. Nacional: uma ponta final fortíssima valeu-lhe um lugar entre os cinco melhores.

4. Vitória de Setúbal: já um grande, cá dentro e lá fora.

3. Benfica: liderou os títulos nacionais nos primeiros 100 anos, mas depois entrou em queda livre.

2. Sporting: chegou a ter uns 25 títulos a menos do que o rival de Lisboa, mas ultrapassou-o e promete fugir.

1. FC Porto: isolado, cá dentro e lá fora.

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