Já tiveste um save estragado por uma lesão, por um presidente impaciente ou por um bug. Mas um jogo inteiro proibido num país por causa da lista de seleções? Aconteceu ao Football Manager 2005.
O problema estava na base de dados
Em dezembro de 2004, poucas semanas depois do lançamento, o governo chinês proibiu o Football Manager 2005. O problema não era o motor de jogo nem a violência (num jogo de futebol, seria difícil). Era a base de dados: nas versões que chegavam ao país, o Tibete e Taiwan apareciam como países separados.

Para as autoridades chinesas, isso punha em causa a soberania e a integridade territorial da China e violava gravemente a lei do país.
Um jogo que nem devia lá estar
O curioso é que o jogo nem tinha sido lançado oficialmente na China. As cópias em causa seriam importadas ou descarregadas, gravadas em CD e vendidas em lojas de software ilegal. Nem sequer estavam traduzidas para chinês.
A resposta da SEGA foi pragmática: prometeu uma versão chinesa em que Taiwan aparecia como parte da China, como o governo pretendia.
O FM e a geopolítica
Quem joga FM há muitos anos sabe que a base de dados é das partes mais sensíveis do jogo: nomes, nacionalidades, fronteiras, seleções. Esta história mostra que o cuidado vai muito além de acertar no pé preferido de um lateral. Às vezes, uma linha num ficheiro de dados chega para criar um problema diplomático.
E tu, lembras-te do FM 2005? Foi o primeiro Football Manager depois da separação entre a Sports Interactive e a Eidos, o que também o torna especial por outras razões.




