Entrevista do Record aos Head Researchers de Portugal

Entrevista do Record aos Head Researchers de Portugal

Nos bastidores do universo do Gaming há quem diga que as pessoas que não conhecem o Football Manager não são bons chefes de família. E têm razão… O icónico simulador de gestão nasceu em 1992, sob a denominação Championship Manager, e após intrincados problemas, a partir de 2005 passou à atual nomenclatura. E sempre em alta!

Carlos Bessa e Bruno Gens Luís são researchers da Sports Interactive, o que significa dizer que definem os plantéis das equipas portuguesas, do topo da Liga NOS até aos confins dos distritais, para além de definirem as notas dos craques. Mas há mais… São animados, acessíveis e ao contrário daquilo que se vê em varios quadrantes no universo do Gaming, amam realmente aquilo que fazem. E não escondem nada…

Bruno Gens Luis e Carlos Bessa
Carlos e Bruno

Bom, antes de mais muito obrigado aos dois por aceitarem esta entrevista. Começo por vos perguntar quais os vossos cargos e funções atuais dentro da estrutura do FM.

O nosso cargo é de Head-Researchers, isto é, responsáveis pela pesquisa em Portugal. A nossa tarefa consiste em coordenar toda uma equipa de assistentes/scout’s que vamos angariando, além de garantir que todas as equipas jogáveis estejam o mais completas que nos for possível a todos os níveis. Além de toda esta coordenação, fazemos de o próprio trabalho de pesquisa de forma transversal a todas as ligas jogáveis (1.ª, 2.ª e Campeonato Portugal): detalhar os perfis (elaboração de atributos dos jogadores), criação de jogadores/staff/árbitros, adição de dados biográficos e estatísticos, entre muitas outras tarefas que apesar de não serem visíveis aos olhos do ‘treinador’, são também inseridas pela equipa.

Para todos aqueles miúdos, e alguns graúdos, que têm o sonho de estar um dia no vosso lugar, de que forma é que poderão ajudar-vos na base de dados ou no próprio desenvolvimento do jogo? Para além de perceberem muito de futebol, como se chega até ao vosso patamar?

Temos sempre as portas abertas para a receção de candidaturas para a possível integração na nossa equipa de pesquisa: qualquer interessado em fazê-lo, caso tenha um nível aceitável de Inglês, apenas tem de se dirigir ao nosso website e preencher o formulário lá indicado com a função a que se pretende candidatar (mediante as vagas que lá indicamos estarem disponíveis): https://fmportugal.net/candidatura/. Já a nível profissional, a SI atualiza de forma regular as vagas para a sua equipa interna de trabalho sediada em Londres. Qualquer apaixonado por Football Manager que tenha as qualificações necessárias e espírito para se aventurar fora de portas, pode fazer a candidatura a partir daqui: http://www.sigames.com/careers

Football Manager Portugal Entrevista Chefes
Carlos ergue troféu

E como começou a vossa relação com o jogo?

Carlos Bessa: Desde muito jovem que sempre fui um fã acérrimo de futebol! Lembro-me de passar sábados inteiros a ver jogos da Premier League e finalizá-lo ao ver um ou dois jogos da nossa Liga. Todo este prazer aliado ao ‘poder’ que tínhamos em conseguir ‘comandar’ quem víamos na TV no Football Manager (Championship Manager até 2004) e também encontrar novos craques como os que víamos na TV, fez com que este ‘bichinho’ se desenvolvesse cada vez mais até ao ponto de na escola o assunto de conversa ‘normal’ com os amigos ser… discussões sobre as táticas que usávamos; os feitos que conseguíamos (!); os novos craques que encontrávamos numa equipa da 2ª divisão do Brasil! Bons velhos tempos… (risos)

Bruno Luís: Sendo eu mais velho que o Carlos, é normal a paixão ter começado anteriormente. Joguei pela primeira vez, ainda antes de ter o meu primeiro computador, na casa de amigos meus e desde aí, não mais parei, até ser recrutado para a pesquisa Portuguesa. Comecei no CM2 94/95 que só tinha a liga Inglesa, treinava todos os craques que via nos resumos de fim de semana, da RTP2. Imprimia estatísticas e planteis e levava para a escola para mostrar a todos os meus amigos, apesar da maioria nem ligar nenhuma. (risos) Foram-se sucedendo as novas edições, e eu fazia os meus próprios updates que distribuía por todos os conhecidos que jogavam FM. Por essa razão, encontrava muitos erros, os quais, durante vários anos reportei directamente no Fórum da SI, sem alguma vez pensar sequer que poderia entrar na pesquisa. EM 2014 tudo mudou, fui contactado e juntei-me à equipa, onde o Carlos já estava há vários anos.

Football Manager Portugal Entrevista Chefes
Head Researchers em reunião com Miles Jacobson

Pelo que percebo não basta gostar de futebol. É preciso perceber de tática, de dinâmicas, de mil e uma coisas que nem todos conseguem dominar. Vocês têm formação na área do desporto? Curso de treinador ou algo do género?

Ambos fizemos formação em análise e observação, mas posterior à nossa entrada na equipa. Não por necessidade, mas sim por pretendermos melhorar e expandir as nossas qualidades. Na nossa ótica, é preciso algo mais do que apenas isso – é necessária uma grande paixão pela vertente do scouting/análise do jogador e, acima de tudo, sensibilidade para distinguir forma atual, trabalho e talento. Qualquer um que seja um aficionado por esta vertente e que domine minimamente a área da informática na ótica do utilizador, acaba por se sentir ‘à vontade’ na nossa equipa.

E como é o dia-a-dia de alguém com as vossas funções?

Coordenar a pesquisa não é um “trabalho”, mas sim um passatempo para as nossas horas vagas pós-laborais e fins-de-semana. Existem duas grandes fases de trabalho, que são subdivididas em fases menores. A principal é de abril a setembro. Durante essa fase, não só estabelecemos objetivos mensais, para a equipa cumprir, como também recrutamos e treinamos novos candidatos a entrar na pesquisa. A segunda fase decorre de dezembro até início de fevereiro, e serve para a atualização do mercado de Inverno. Para além destas duas fases, os nossos fins de semana, e não só, são ocupados com observação de jogo, principalmente ao vivo, mas também através da sua visualização via vídeo. Por esse motivo não se pode dizer que haja uma rotina diária, para além de ir aprimorando a qualidade da nossa base de dados, nas suas diversas vertentes.

Como é que o FM passou de ser um simples jogo de computador para uma base de dados que é usada por clubes ‘reais’ e um verdadeiro fenómeno como é atualmente?

O Football Manager pode efetivamente ser usado como uma ferramenta complementar a um departamento de Scouting. Todas as avaliações de jogadores, inseridas na base de dados, são minuciosamente elaboradas de forma singular e inseridas no respetivo contexto competitivo, pelo que se o mesmo ostentar determinadas características que o hipotético clube procura, ou potencial de futuro, as mesmas serão transferidas para a base de dados de forma totalmente isenta. Sabemos que existem outros casos semelhantes ao do Roberto Firmino, que foi descoberto no jogo, no entanto não são divulgados porque poderiam de alguma forma retirar o mérito ao scout que o encontrou, através da nossa plataforma. É tudo uma questão de lógica. É sabido que o trabalho dos “olheiros” ainda é algo desvalorizado pelas direções dos clubes, logo, os scouts para fortalecerem a sua posição no seio da equipa jamais admitiriam que a sua “descoberta” tivesse como origem um jogo de computador. Não são raras vezes que nos vêm pedir opiniões sobre determinados jogadores, mas fica tudo entre “amigos”. A mediatização destes casos de sucesso só faz credibilizar ainda mais a base de dados, que é tão afincadamente construída pela maior rede de Scouts do mundo.

Concordam com aquela frase meio polémica de que ‘FIFA e PES são para miúdos e FM é para homens’?

Não é de todo justo compararmos jogos como o FIFA e o PES com o Football Manager. Apesar de ambos serem relacionados com uma paixão que nos une a todos, são completamente diferentes. Além de que os fãs de futebol, de qualquer idade, não gostam obrigatoriamente da vertente de treinador, pelo que é natural que em qualquer idade existam fãs para ambos os tipos de simuladores futebolísticos.

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A vossa análise é feita maioritariamente ‘in loco’ ou também conseguem ver através de outras plataformas? Ou seja, certamente no passado tinham de ir ver os jogos do Campeonato de Portugal ao estádio, mas agora passa muito mais coisa na televisão.

Continua a ser essencialmente “in loco”, porque não só nos permite uma melhor observação de todos os fatores que podem condicionar a exibição dos jogadores, como também podemos aferir das movimentação e trabalho sem bola dos mesmos. Na observação em vídeo, caso a filmagem não seja de plano aberto, algo que não é a norma e quando acontece é de muito má qualidade, foca-se essencialmente nos jogadores com bola, não permitindo assim avaliar jogadores no seu todo em termos de características.

Caso queiram entrar por esta vertente, nem sempre fácil, sei que de vez em quando o facto de estarem tão atentos a tantos jogadores permite que descubram algumas ‘trafulhices’. Não quero nomes nem moradas, mas há por aí uns jogadores ‘martelados’ em termos de idade, certo?

Vamos deixar isto para o SEF e a Federação Portuguesa de Futebol, mas é evidente que há dezenas de jogadores a entrar anualmente com passaportes falsos e a competirem em competições de camadas jovens, obtendo assim vantagem sobre os demais. Nos casos que nós detectamos, tendemos a baixar o seu potencial no FM.

Com toda a experiência que ganham neste meio, abrem-se outras portas para o mundo real, como aconteceu com o José Chieira. Já tiveram alguma possibilidade de trabalhar para clubes, pensam nisso para o futuro?

Falando especificamente dos clubes de maior expressão em Portugal, ainda não nos surgiu uma abordagem direta tendo em vista uma colaboração com um determinado clube profissional, o que encarámos de forma natural uma vez que além de serem departamentos de observação organizados e estruturados, são também círculos bastante fechados e ainda mais complicados de entrar. O que é mais recorrente de acontecer são abordagens por parte de clubes semi-profissionais e receber mensagens por partes de outros scouts (que colaboram com clubes profissionais) e também agentes/agências ou clubes de divisões inferiores à procura de informações/jogadores. No entanto, já tivemos (e temos!) assistentes de pesquisa/scouts que acabaram por ficar ligados a equipas semi-profissionais e profissionais, tendo a colaboração com o Football Manager tido a sua cota parte na integração deles nessas mesmas equipas. Não escondemos que é um objetivo nosso conseguir ter a oportunidade de colaborar num departamento de scouting de uma equipa profissional, à imagem do que José Chieira faz pelo Sporting, pelo que só nos resta continuar a trabalhar da forma afincada como até agora para que a oportunidade surja.

Quantas vezes é que já pensaram, ao ver uma notícia de um reforço: “Mas aquele tipo é uma m***, como é possível estarem a contratá-lo?”

É o prato do dia. No futebol português, infelizmente, a comissão ainda importa mais do que a real qualidade dos jogadores. A maioria dos dirigentes tende a contratar os jogadores que agentes lhes impõem, mesmo que não tenham qualidade suficiente. Por esse motivo, vemos as competições profissionais repletas de estrangeiros de qualidade duvidosa, enquanto nas competições não profissionais vão brilhando jogadores que não dão o salto por não serem de agências de renome.

Novidades FM20
Novidades FM20: Percurso a cumprir

Entrando na edição deste ano, que novidades teremos pela frente?

Comparativamente com a edição anterior, há um aprimorar do que estava feito, essencialmente no motor, gráficos e inteligência do jogo, que também passa a ser bem mais “leve” a correr. Relativamente a novidades, a maior talvez se prenda com a adição do centro de desenvolvimento, que é um departamento dedicado exclusivamente à potencialização das nossas camadas jovens e o seu contínuo acompanhamento, mesmo quando estão emprestados a outras equipas.

Os clubes passam também a ter três categorias de ambições. A cultural, que advém da identidade já existente da equipa, e que será necessário respeitar para atingir os objectivos anuais. Um exemplo é o futebol em posse do Barcelona, que já vem da sua famosa academia, La Masia. Não pensem que vão poder chegar lá e jogar em bloco baixo e contra-ataque, porque tal não será bem visto pela direção e adeptos.

As outras categorias são impostas pela direcção. Umas que já estão a decorrer, e que terão de ser cumpridas e ambições futuras, para se cumprirem num prazo de 5 anos, mas que serão subdivididas anualmente.

Football Manager Portugal Entrevista Chefes
Bruno em ação

Passaremos a controlar o percurso dos jogadores, nas nossas equipas, em cada um dos anos de contracto, desde que entram no nosso plantel. Isto é, quando assinamos com um jogador, estará estipulado o estatuto do mesmo, em cada uma das época de contrato. Assim evitaremos que jovens promessas ou mesmo guarda-redes reservas peçam mais tempo de jogo.

Em Portugal, há uma novidade interessante para quem gosta de fazer saves de longa duração fora das equipas “grandes”. Agora poderemos pedir à direcção a criação de uma equipa B ou Sub23.

Caso queiram saber mais novidades, é só consultar https://fmportugal.net/category/noticias/noticias-fm20/

Football Manager Portugal Entrevista Chefes
Head Researchers de todo o mundo

Como é trabalhar na feitura de um dos jogos de maior sucesso de todos os tempos na indústria dos videojogos?

É uma sensação única. Nós, tal como tantos outros fãs, jogámos CM/FM desde miúdos, pelo que nos acompanhou toda a nossa infância. Termos tido a oportunidade um dia mais tarde colaborar com a base de dados de um videojogo como este, é como uma parte de nós que ali está. Quando se misturam duas paixões (futebol e o Football Manager), o resultado só poderá ser bom!

Muita gente ainda hoje fala do mito Tó Madeira. Certamente têm dezenas de histórias divertidas do género, seja de jogadores ‘mal avaliados’ ou craques que na vida real não são tão bons. Contem algumas dessas histórias…

Para além de clubismos, que cegam diversas pessoas, não há grandes histórias. Por norma queixam-se de que o jogador X da equipa 1, é melhor que o jogador Y da equipa 2. Quanto a jogadores mal avaliados. Talvez a história mais engraçada tenha acontecido no ano passado com o Chiquinho, atualmente no SL Benfica, mas que brilhava no Moreirense, e tinha acabado de marcar, contra a sua futura equipa. Colocámos uma publicação com uma imagem dos seus atributos, na página de Facebook da Equipa de Pesquisa a dizer “Se não conheciam, passam a conhecer. Um dos maiores craques da 1ª liga e com enorme potencial para se desenvolver no Football Manager…e realidade. Não tenham medo de apostar nele, não tem como enganar.” De imediato surgiu um ataque por parte de um adepto do clube, a questionar a nossa qualidade como observadores, e que o jogador em questão tinha sido trocado por um melhor (Alfa Semedo), algo que nós não concordamos. Provavelmente já terá mudado de opinião. Maior falhanço? Talvez o Zé Gomes, mas até a própria estrutura do Benfica acreditava nele como uma futura estrela.

Chiquinho no FM19
Chiquinho no FM19

Já alguma vez tiveram ‘feedback’ de jogadores? Ao estilo ‘podias ter metido um bocadinho mais de força no meu boneco…’?

Sim, já aconteceu, mas sempre num tom de brincadeira. O Diogo Jota, quando ainda jogava no Paços de Ferreira, costumava vir falar connosco e comentava que determinados atributos deveriam ser mais elevados. Aconteceu o mesmo com o Fábio Martins, que atualmente brilha no Famalicão. Há vários casos, até porque no nosso site entrevistamos regularmente jogadores profissionais, que também jogam Football Manager e uma das questões é exatamente essa!

Há muitos anos, quando ainda estava lá o Chieira, eu tentei avaliar a equipa do Olivais e Moscavide. Mas não resisti a inventar dois jogadores (meus amigos) superexagerados. E fui corrido do projeto… Sabem de casos do género?

Surgiu-nos um caso idêntico na altura da elaboração da base de dados para o FM 2017, numa equipa de primeira liga. No entanto, lamentámos desiludir os verdadeiros fãs destes pseudo-craques mas… mais nenhum caso idêntico ao de Tó Madeira poderá acontecer. Ao longo dos anos a Sports Interactive foi desenvolvendo ferramentas na própria BD que nos permite encontrar com um certa facilidade jogadores com capacidades ‘adulteradas’ que possam ter sido criados pelos nossos assistentes, como foi o caso dele.

Novidades FM20
Novidades FM20: Pedir equipas B

Quais as maiores dificuldades do vosso trabalho?

Há várias dificuldades que ao longo do tempo acabámos por arranjar formas alternativas de conseguir superá-las, no entanto, a destacar a principal diríamos que é a relação existente com os clubes: é bastante diminuta e complicada de se obter. A vasta maioria não disponibiliza as informações (desde as mais simples às mais complexas, como os nomes do staff médico) da forma desejável e expectável pelo que a nossa ‘boia de salvação’ acaba por ser sempre a obtenção de informação pelas diversas outras vias existentes. Outra prende-se com a quantidade de informação para atualizar e a falta de tempo para tal. Férias de verão? Não sabemos o que é isso desde que assumimos o cargo. Todo o tempo livre do Verão é passado em frente do computador, a atualizar a base de dados.

E as maiores alegrias?

Finalmente temos a base de dados que ansiámos quando éramos apenas meros jogadores de FM. Por outro lado, o poder de ver exposta a ‘caixinha’ de cada nova edição nas lojas! É um trabalho de toda uma equipa que nos ajuda imenso nesta árdua tarefa de melhorar e fazer evoluir ano-após-ano e cada vez mais a base de dados de Portugal, pelo que acredito que eles – tal como nós – têm um orgulho enorme em sentir que naquela caixinha se encontra um ‘pedacinho de nós’: horas de trabalho em prol de duas paixões que une todos os que em frente a ela param: o FM e o Futebol.

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Centro de desenvolvimento

Depois de tanto trabalharem na base do jogo acabam por ter paciência para depois o jogar?

Já lá vão os tempos em que estávamos noites inteiras a jogar Football Manager! Saudades desse tempo. (risos) Atualmente o tempo a editar a base de dados é muito superior ao de jogar, pelo que optámos por investir parte do tempo que teríamos para jogar a verificar possíveis falhas ou pontos a corrigir, por forma a termos sempre a base de dados na melhor versão possível a cada nova época. É esta a nossa grande motivação!

Aproveitem agora para promover o jogo e também as vossas redes sociais ou projetos que queiram partilhar, de forma a que todos vos possam seguir.

Gostaríamos de partilhar com todos os fãs do FM o website da equipa da Pesquisa Oficial Portuguesa: FMPortugal.net. Aqui partilhámos todas as novidades para cada nova edição, curiosidades (tais como wonderkids, os melhores jogadores ‘livres’, entre outros), entrevistas com jogadores e staff técnico de equipas profissionais que partilham connosco histórias sobre este bichinho que também lhes move…entre muitos outros artigos, sempre relacionados com o Football Manager. Visitem-nos!

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Melhores gráficos

Para terminar, uma provocação – Com toda a vossa experiência, acham que o João Félix vale mesmo 120 milhões? Ele no jogo vem bom?

O jogador vale o preço que o clube comprador estiver disposto a pagar. Quando se tratam de contratações cirurgicas, não há preço limite. Há poucos anos, muita gente riu-se do preço do Virgil van Dijk, por ser extremamente elevado, comparativamente com os valores praticados na época. No entanto, o Liverpool encontrou um alvo, e pagou o que achou necessário para ficar com ele. Hoje em dia é talvez o melhor central do mundo e ficou barato. O João Félix é um jogador diferenciado, com um potencial extremamente elevado. Certamente que irá provar aos críticos, toda a sua qualidade. Com isto dito, obviamente que será um dos maiores wonderkids da nova edição do Football Manager.

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