FMPortugal.net

Tudo sobre o Football Manager em Português!

Ones to Watch FM19 – Médios Centro

Bem-vindos à rubrica Ones to Watch FM 19. Aqui pretendemos dar a conhecer os jovens jogadores que, para além de poderem entrar diretamente nos nossos 11, podem ter as maiores margens de progressão dentro do jogo, ajudando assim os nossos treinadores virtuais a alcançar outros patamares.

 

Sander Berge, 20 anos (KR Club Genk)

Com nomes como Thibaut Courtois, Kevin De Bruyne, Christian Benteke, Sergej Milinković-Savić e Leon Bailey a saírem do clube nos últimos anos, o Genk é cada vez mais um dos melhores formadores e potenciadores do talento de jovens jogadores provenientes não só da sua academia, mas também de clubes de divisões europeias menos reputadas. É neste último exemplo que o nosso analisado se enquadra.

Filho de antigos jogadores de basquetebol e neto de um antigo futebolista, Sander Berge é atualmente um dos jogadores mais perseguidos por grandes clubes europeus. Formado no Vålerenga, estreou-se na equipa principal do clube norueguês em 2015, com apenas 17 anos, e nessa época realizou 11 jogos. O verdadeiro salto deu-se em 2016, com Berge a realizar 25 jogos na Eliteserien, antes da sua transferência para o seu atual clube, com o Genk a pagar cerca de 2 milhões de euros pelo jogador.

O primeiro atributo que salta à vista é o seu físico (1,93 metros e 88 quilos), no entanto não é nisso que Berge baseia o seu jogo. O norueguês é a base pela qual todo o jogo do Genk passa, costuma vir buscar jogo atrás antes de fazer um passe que quebre as linhas adversárias ou um que vire o jogo da equipa, caso não tenha opção de passe é bastante capaz de transportar a bola em drible, muitas vezes ultrapassando 1 ou 2 jogadores antes de acabar com um passe para um jogador aberto. Quanto ao processo defensivo da equipa, Berge é o tipo de jogador que tem grande habilidade na leitura e interceção de passes, o seu posicionamento é quase exemplar para um jogador da sua idade.

Na verdade, Berge não tem qualquer tipo de fraqueza no seu jogo, é capaz ofensivamente e também muito bom a defender. O norueguês é o tipo de jogador sobre o qual qualquer equipa devia basear o seu jogo sendo bom em todos os processos do jogo.

Com vários scouts europeus a compararem o jovem a Sami Khedira, e apesar de não ser uma comparação errada, é com Patrick Vieira que, na minha opinião, o jogador é mais semelhante. Talentoso e capaz, Berge tem agora de dar o próximo salto na carreira e, qualquer que seja esse seja, o jovem deverá ser bem-sucedido.

Berge ao serviço da seleção norueguesa

João Félix, 18 anos (SL Benfica)

Com o Benfica a perder por 1-0 frente ao Sporting era necessário fazer algo para mudar o jogo, para agitar as águas, para tentar romper o muro verde e branco que se apresentava naquela noite no Estádio da Luz. No entanto, não seria de esperar que fosse um miúdo que desse a volta à partida, especialmente depois de substituir um dos melhores jogadores do plantel, Pizzi, contudo foi mesmo isso que aconteceu. Fejsa quebrou a linha do Sporting e meteu em Zivkovic, este, ao terceiro toque, liberta Rafa que cruza da linha de fundo para o segundo poste onde encontra João Félix que cabeceia para o golo, a Luz irrompe numa explosão de êxtase.

Mesmo para os mais desatentos ao futebol de formação e à Ledman LigaPro será difícil desconhecer o jovem jogador das águias. São já vários os momentos em que o jovem de Viseu mostrou o seu talento, em 2017 marcou dois golos ao Real Madrid na semifinal da Youth League e, em 2018, foi um dos principais contribuintes na vitória portuguesa no Europeu de Sub-19.

O ex-jogador do Futebol Clube do Porto chegou à Luz em 2015, desde então retribuiu a confiança nele depositada com excelentes exibições e momentos de elevado brilhantismo. Dotado de uma qualidade técnica, visão e entendimento do espaço bem acima do normal, João Félix é um criativo de primeira linha. Capaz de jogar a médio centro num 4-3-3, nas alas ou atrás do ponta de lança, Félix é o tipo de jogador que gosta de ir para cima da defesa adversária, fintar dois ou três jogadores e terminar com um passe para finalização ou com remate ele mesmo. Como já foi dito, é a inteligência do jovem português que mais eleva a sua qualidade de jogo – veja-se o golo contra o Aves, como aproveita o espaço nas costas e finaliza com o seu pior pé –, o seu oportunismo também é de destacar, chegando tarde à área e aproveitando bolas que são cruzadas para trás ou, como se viu no golo frente ao Sporting, chegando ao segundo poste e aproveitando a sua altura frente a um lateral mais baixo, movimentações que dariam até inveja ao melhor investigador de espaço (ou Raumdeuter para os mais aficionados), Thomas Müller.

Apesar de todas estas valências técnicas e da sua qualidade sem bola, João Félix é ainda um jogador demasiado inconsistente e pouco intenso na sua abordagem ao jogo. O seu físico é algo que poderá atrasar o seu desenvolvimento, algo que certamente o tem impedido de ter mais minutos e jogos no 11 neste início de época.

Contudo, o seu futuro deverá ser brilhante e já tendo recebido comparações a jogadores como Javier Pastore, e também a jogadores mais perto de casa, como Rui Costa ou Pablo Aimar, não tarda nada estarão aí os “tubarões” do futebol europeu a tentar levar o prodígio benfiquista para longe.

João Félix celebrando o seu golo frente ao Sporting.

Kai Havertz, 19 anos (Bayer Leverkusen)

Ao fazer a sua estreia pouco depois de completar o seu 17º aniversário, Kai Havertz tornou-se no jogador mais jovem de sempre a vestir a camisola do Bayer Leverkusen. Em fevereiro do ano seguinte daria a assistência para o golo número 50000 da Bundesliga, 4 dias mais tarde jogaria o seu primeiro jogo na Liga dos Campeões, a primeira mão dos 16 avos de final, contra o Atlético de Madrid. Acabou por não jogar a segunda mão, porque tinha que realizar um exame escolar. Viria a marcar o seu primeiro golo ao serviço do Leverkusen em abril, jogo que acabou empatado 3-3 contra o Wolfsburg, tornando-se no jogador mais jovem a marcar pelo clube de Leverkusen. Um ano mais tarde tornar-se-ia o jogador mais jovem de sempre a chegar às 50 presenças no principal escalão do futebol alemão.

O recordista do Leverkusen está no clube desde 2010, proveniente do clube da sua cidade natal, o Alemannia Aachen, onde se destacou e impressionou scouts das maiores equipas alemãs. Saltou para a proeminência com as suas exibições na liga Sub-17 da Bundesliga, jogando ao lado de Atakan Akkaynak, que assistiria 9 dos 18 golos marcados por Havertz na época 2015/2016, com o Leverkusen a chegar à final da competição que acabaria por vencer, 2-0 diante do Borussia Dortmund.

Um jogador extremamente versátil, Havertz pode jogar nas alas, pelo meio do terreno, quer seja a 8 ou 10, ou até mesmo a segundo avançado, complementando o predatório Chicharito Hernández. É bastante alto (1,86 metros) e rápido, mas é a sua qualidade com a bola que realmente impressiona, a sua capacidade para conduzir a bola é muito boa e a sua excelente visão de jogo permite-lhe desmarcar companheiros de equipa – acabou a última época com 8 assistências, apesar das dificuldades passadas pelo Leverkusen em certas partes dessa época.

O maior problema do alemão é o facto de perder demasiadas vezes a bola, fruto de más decisões e de se deixar levar em demasia pelo drible, no entanto são problemas que se resolvem com o tempo e, com apenas 19 anos, Havertz tem bastante à sua disposição. Descrito pelos media alemães como sendo um híbrido entre Mesut Özil e Michael Ballack, prefiro comparar o jovem a Ricardo Kaká, devido à sua estrutura física e qualidade enquanto playmaker. Apenas o tempo dirá se consegue preencher todo o seu potencial.

Espera-se um futuro promissor para Havertz.

 

Menções Honrosas: Manuel Locatelli (AC Milan, emprestado ao Sassuolo), Gedson Fernandes (SL Benfica) e Guus Til (AZ Alkmaar)

 

Apaixonado por desporto, especialmente futebol, e com grande interesse nas suas nuances táticas e estilos de jogo. Veterano de Football Manager. Acabando a licenciatura em Economia.

%d bloggers like this: